segunda-feira, 24 de agosto de 2009

ANGÚSTIA MINHA


Eu venho falar de angústia, mas é pra ver se a angústia passa, é pra ver se entendo como foi e porque foi que essa angústia fez morada permanente no meu peito.
Acho que estou doente, talvez esteja louca, já não posso me concentrar, já não posso esperar pelo normal desenrolar da vida, já não consigo deixar rolar...
É sempre essa angústia, as mãos frias e o coração apertado, busco respostas, busco terapias, recorro aos amigos, fujo do cigarro e da bebida meus paliativos tão eficazes...
Busco entrar em contato com essa angústia, tento descrevê-la para ver se a reconheço, se a conheço ou se me livro dela...
Essa angústia as vezes é tristeza, as vezes é medo, as vezes solidão, as vezes uma saudade eu nem sei de que, eu nem sei de quem, ou será que sei?
As vezes parece que minha angústia pede colo, pede afago, pede amor, essa angústia as vezes é tão carente, ou seria quase sempre?
Queria o mundo nas minhas mãos, queria pode controlar, queria pode ser eu mesma, sem medo, as fantasias que a gente usa são tão pesadas de carregar, tão apertadas de vestir...
Vontade de romper com a sociedade, de dizer tudo que sinto, de ser realmente tão sincera quanto eu apregôo ser, dizer eu te amo, eu te odeio, eu te quero, eu não te quero, eu te traí, eu não confio em você, eu sinto sua falta, eu tenho medo que você morra, eu tenho medo que você suma...
Quem será que inventou esse negócio de não se pode dizer o que sente, quem será que inventou a dissimulação, quem será que inventou a critica e o juízo de valor?
Certamente alguém infeliz, muito muito muito mesmo... tão infeliz que não pôde se conformar com a felicidade alheia e inventou esse negocio da gente ter que fingir ser feliz, ou ter que ser feliz fingindo ser o que não se é, ou pior, da gente ter que tentar ser o que não se é

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