domingo, 7 de novembro de 2010

Enfim feliz...



A dor é mais inspiradora, é tão difícil dizer aqui o quanto estou feliz, me faltam palavras, me sinto vazia de argumentos.
Talvez a felicidade seja soberba demais para  achar que precise ser descrita.
Estou feliz, e isso só já basta. 

PS: completely in love; complètement en amour  

domingo, 10 de outubro de 2010

copiosamente...


Que choro é esse que me lava o rosto, que choro tão molhado, tão sofrido, tão profundo que brota de mim sem eu saber por quê?   
Em nome de quem ele se apresenta, a convite de quem ele aparece?
Será que ando tão afogada em mim mesma que estou transbordando?
Cheia de mim, cansada de mim, precisando de uma folga de mim. Mas como me esconder de mim mesma?  
Como não encontro refúgio, refugo a minha própria dor, acho que esse choro é minha alma escorrendo de mim, escapando da chatice, mesmice que há dentro de mim, ou fugindo das  insanidades da minha mente exageradamente pensante, ou ainda do vazio que ecoa no meu coração porque nem mesmo as almas suportam a dor louca da solidão.      

segunda-feira, 26 de julho de 2010

quando um amor se vai...

 



Estou tentando agora reviver um pouco você, mas está cada vez mais difícil, já comecei a te esquecer. Queria lembrar das nuances do teu olhar, mas não lembro.Queria ainda escutar tuas estanques risadas, mas não escuto.Queria ainda sentir teu cheiro, mas não sinto.
Você, furtivamente, está saindo de mim.
Eu queria te lembrar, não era nem por nada não, só queria mesmo lembrar... nem sei bem porque razão. Acho que é porque quando os amores estão assim se indo e se esvaindo ficam parecendo ser somente uma ilusão. Como se nunca de fato tivesse acontecido, como se nunca tivesse havido toda aquela confusão.
É estranha a sensação de que toda aquela vida não foi vivida, foi um sonho, uma impressão... é como se eu estivesse perdendo também um pedaço de mim que ficou preso naquelas lembranças do que era você, do que éramos nós.
Mesmo olhando as fotos, a sensação é de que não te conheço e, muito pior, é de que não me reconheço. Não me vejo ali naqueles meus sorrisos, naquelas minhas poses, naqueles nossos abraços, naqueles nossos momentos... pareço ali uma figura vazia de mim, como um corpo cadáver vazio de alma que só carrega uma imagem.
Por isso talvez queira ainda te lembrar, para me assegurar que eu vivi, para guardar comigo pelo menos o que senti não importa mais se foi bom ou ruim, não quero me esquecer que eu estava ali, que eu nunca fui um cadáver. Porque as lembranças são vida, afinal, alguém já disse recordar é viver e acho que deve ser por isso que eu não me quero me esquecer, porque por algum tempo o que eu sabia de mim estava cheio de você.




domingo, 25 de julho de 2010

O Menino...

 





ah menino quando te vejo meu coração se abre em flor,
quando me sorris e entramos nos papos
sobre todos os papos que se pode papear
é como se o tempo não precisasse mais passar....

eu poderia me deter ali naquele momento,
esperando o momento de cair nos teus braços meninos
e ser olhada por teus olhinhos meninos lampeiros
que me despem com volúpia e pudor,

ah menino, teu receio menino me diverte,
teu jeito menino de querer meu jeito mulher,
teus devaneios sobre noites de lua e taças de vinho
e o amor que desejas e que, meninamente, não me revelas...
ah menino, eu te daria, se pudesse, esse amor todo dia

sábado, 24 de julho de 2010

Freud explica...

Somos apenas aquilo que somos com toda a redundância cabível nessa sentença. Somos escravos de nossa essência, limitados a sermos apenas nós mesmos, por mais que aquilo que somos nos cause desconforto em viver.


Somos vítimas de um inconsciente demandante, a mercê dos nossos mais profundos desejos os quais nem mesmo sabemos quais são. Freud explica o que jamais poderemos entender como nunca seremos aquilo que desejamos ser e jamais teremos aquilo que desejamos ter porque sequer conhecemos nossos reais desejos.

Nosso destino cruel é conformarmo-nos em sermos nós mesmos ou na melhor das hipóteses em sermos uma versão atualizada de nós mesmos.

domingo, 11 de julho de 2010

o que realmente importa...



O que levamos dessa vida? O que de fato nos pertence? Nossas aquisições materiais? As pessoas que conquistamos, as pessoas que criamos ou aquelas por quem fomos criados?
Durante nossa vida, por diversas vezes, nos vemos presos por algemas invisíveis, por valores que nos foram impostos e que nada têm a ver com o que fato acreditamos...
E vai-se vivendo uma vida insípida, sem gozo... uma vida sem vida.
Aí alguém morre, aí alguém te furta, aí algo que parecia tão real, tão próprio te escorre pelos dedos...
E eu fico me perguntando por que nos obrigamos a viver uma vida que não nos realiza, por que carregamos nossas escolhas como sentenças?
Em nome do patrimônio que conquistamos, em nome do que nos dizem que é certo? E por isso vamos vivendo aguardando por uma satisfação pós morte? Eu não comungo dessa cultura mórbida... Fico com a ideia que o que se leva dessa vida é vida que se leva,embora clichê, essa frase carrega uma verdade incontestável.
As mortes que nos cercam e até mesmo aqueles que nos furtam figuram como alertas, como uma voz divina gritando em nossos ouvidos “ EIIIII, ACORDA PRA VIDA” Ser feliz é uma obrigação e a felicidade reside em tudo aquilo que é genuinamente teu. Aquilo que tu acreditas, aquilo que te realiza, o sentimento que tu tens pelas pessoas e os que elas têm por ti. Tudo isso é teu, o tempo não apaga, a morte não encerra o ladrão não te rouba.
Fica aqui o meu apelo, o meu conselho e a minha verdade. Cultivemos, amigos, aquilo que podemos possuir; os sentimentos, os conhecimentos e os nossos desejos. E o meu desejo é que sejamos todos, genuinamente, felizes.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Amigos antigos..




Amigos, pessoas que passam pela nossa história, que nos acompanham nos dias de luta e nos dias de glória.


Vejo hoje fotos de amigos antigos, hoje doutores cheios de pompa e títulos e relembro dos tempos em que fomos somente amigos.

As aulas, as festas, as paqueras e pequenas rixas... Hoje tudo perdido no tempo e hoje é um tempo que só cabe a doutores.

Vejo hoje fotos de amigos antigos, que hoje só pose, talvez só artigos e relembro dos tempos em que fomos amigos...

As confidências, os temores comuns, nossas descobertas, nossos pactos, nossas esperanças tudo em um tempo em que éramos apenas amigos. Pessoas comuns, éramos iguais, uma só voz, uma mesma esperança, o mesmo sonho de irmos além....

Hoje, contudo, caminhos tão distintos distribuíram-se por nós. Nos perdemos. Ninguém sabe como, ninguém sabe quando. Os iguais tornaram-se distintos, os valores não mais são os mesmos e os amigos, tampouco, serão...

Estranho, hoje, a foto que vejo, daquela amizade que tão longe se vai, perdida no tempo de distintos caminhos que cada um de nós de repente escolheu. Me pego pensando o que mais foi perdido, o que mais, além dos amigos, o tal tempo tolheu?

A dinâmica do existir


Em verdade sou o que sou. Sou do jeito que me vês. Um pouco de mim e um pouco daquilo que queres que eu seja, me construo das incertezas do futuro que vem a diante


Basta-me, apenas, dizer “doravante” e neste mesmo instante me transformo naquilo que serei amanhã, que pode ou não trazer algo daquilo que sou hoje.

Sou como um rio que passa, que a priori parece ser sempre o mesmo rio, mas que assim jamais o será. A água que hoje corre amanhã não correrá... Da mesma forma me acredito como este mesmo rio que corre, escorre e percorre os caminhos do destino.

Hoje sou aquilo que por definição chamo de eu, mas os fulcros de minhas certezas se constroem sobre as incertezas da volatilidade dos momentos, efemeridade dos sentimentos e brevidade das experiências.

Sou parte daquilo que vivo, daquilo que sinto e daquilo que penso que sou

E quando este mundo se encontrar privado da minha presença, seja eu a mesma sentença a exigir a recompensa da lembrança do que fui, pois, enquanto houver uma só memória que guarde uma lembrança minha, por essa memória continuarei existindo e me reconstruindo dos sonhos que semeei na história dessa mesma memória que me guarda e que me tem.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O PACTO



Entre suor,saliva e amor te dei meu sangue, a mais pura essência daquilo que sou: Ser humano, corpo, mente, mulher.
Te permito entrar em mim através desse pacto que nasce como eterno e encaminha-se à finitude em uma marcha lenta e incessante...
E assim te sinto agora correr em minhas veias, e assim te sinto  como que integrado a meu corpo, e assim te fazes presente ainda que ausente. 
A cada batida do meu coração revigora-se a vida em meu ser, a cada batida do meu coração também tu circula em mim, também tu alimenta meu corpo, também tu me enche de vida me fazendo dizer: Volta, preciso-te 

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Cuidado que se ganha em se perder...


E que presente me trouxe a solidão? Um resgate, uma busca, um adiado encontro comigo mesma....


Fim do espetáculo, teatro vazio.A atriz abandona seu papel e volta-se para si. “E agora José?A a festa acabou, a noite esfriou o povo sumiu.” Drummond nunca fez tanto sentido.

Abriram-se as cortinas que pendiam sobre seus olhos e em sua frente encontrava-se um espelho. Mirando a própria face, encarando os próprios olhos, buscando respostas em si mesma... Quem és tu? De onde vens? Para onde vais? Como foi mesmo que chegaste até aqui?

Estranhamente, não encontrou respostas, pois até então estava vazia de si mesma, ocupada com outras mentes. Será que fugindo da sua própria? Talvez, quem sabe...

Todavia, o inevitável encontrou chegou mediado pela solidão vazia do teatro. Encontrava-se sozinha, sem olhos atentos a lhe observar, sem olhos reveladores para consultar, sem olhos amorosos para lhe acolher, sem olhos molhados para secar...

A face refletida no espelho exigia-lhe a resposta: Quem és tu? Daquele momento em diante nascia uma promissora amizade, um compromisso de companhia eterna, encontrou-se com quem jamais a deixaria e a quem jamais deveria ter negligenciado: ela mesma.

A resposta veio pronta, após momentos de reflexão. Quem sou eu ainda não sei, e não espero que tu me digas, mas certamente descobriremos juntas.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ingrato amor...



Amo como pode amar o amor
sem mais, porquê ou porém
Quero como pode querer o amor
te escolho mesmo que entre cem
Espero como pode esperar o amor
hoje, amanhã e quem sabe além
Mas sei que mesmo te amando,
 não sou eu quem te tem
E sabes que mesmo não me amando,
só tu é quem me tem. 

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Meu cheio vazio...

 


            Como achar palavras quando as palavras já não dão conta do que trazemos dentro de nós? Estou cheia de um não sei o que, feliz por não sei o que, ansiosa por não sei o que, apaixonada por aquele alguém que embora eu saiba quem é, as vezes é como se não soubesse, é como se eu estivesse vivendo um amor platônico, possível somente no mundo das idéias, acessível apenas nas sombras, na penumbra de um fim de semana qualquer... cabível apenas no instante de um amasso na escada, de uma fuga para uma praia deserta numa noite de lua, traduzido em um telefonema perdido numa noite de sexta feira, presente numa lembrança incessante onde quer que eu esteja, com quem quer que eu esteja. É esse nada tão real, é esse não sei o que me preenche, é esse não sei como, não sei quando, não sei onde, não sei porque que me toma, me furta de mim mesma, que afasta meus pés do chão e me faz sentir uma sensação de que vivo sempre num estado de semi sono, aquele que não se sabe bem se uma lembrança foi um sonho ou aconteceu mesmo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

CRESÇA E APAREÇA!




  


Um garoto de treze anos decide sair de perto mãe. Quero ir morar com meu pai, em outra cidade, em outro estado. Que remédio? O que aquela mãe poderia fazer? Tentar impedir? Pedir que não vá?
Não pôde. Decidiu apoiar. Procurou entender. Enxugou as lágrimas do seu coração de mãe e disse: "eu sei que ele vai sofrer. Mas o que eu posso fazer?
   De fato nada. Decidido, talvez nem tanto, ele foi. Entrou no avião, ganhou asas,alçou vôo, saiu do ninho. Naquele momento percebi que aquele garoto não tinha a dimensão do passo que ele dava, seu primeiro passo rumo a vida adulta, saiu da sombra das asas da mãe. Não era hora, eu pensei, senti apertar o coração. Depois me confortei,qualquer coisa ele volta.
   Mas não voltará, não aquele menino que partiu com inocência o suficiente pra acreditar que era sim a hora de enfrentar o mundo e aquele pai que ele não conhece, aquele pai que não o conhece e que caberá a ele conquistar.Logo ele que saiu do conforto acolhedor do colo de mãe. Jamais o veremos de novo, se ele não suportar, se ele pedir pra voltar, aquele que chegará de volta não será mais aquele menino.O passo estava dado. Quando entrou naquele avião decidiu, optou. É agora, quero crescer.
Essa é uma escolha que cabe a todos nós,embora as vezes há quem a protele tanto essa escolha que a vida é obrigada a outorgar-lhe: Ora vamos, cresça e apareça!
Crescer é uma sentença a que todos os viventes estão condenados. Sem saber direito como, vamos escolhendo sair ou  ficar, parar ou prosseguir numa espécie de corrida sem linha de chegada, sem rota e sem prêmio no final. Cada dia uma escolha, um conquista ou uma derrota ou os dois... Um dia você se olha no espelho e percebe. Putz, cresci! Não dá pra saber direito quando foi, em que lugar da estrada você deixou aquele jovem entregue aos arroubos, cheio de rompantes com toda aquela certeza que era dono do mundo.
Talvez o termo amadurecer não venha da idéia de estar pronto.Acredito que faça alusão à consistência e ao sabor .Uma fruta verde não é fácil de ser comida, é amarga ou azeda,dura; já uma fruta madura não, é doce, mole, no ponto de ser comida de ser desfrutada. Desfrutada pela vida. Os maduros são aqueles que aprendem que é preciso ser mole e ao mesmo tempo firme, não ficam mais dando murro em ponta de faca.Aprenderam que há horas de amolecer, retroceder  e que é imprescindível ser doce para ser saboroso e que para ser doce é preciso ser feliz.
  


Como dizia o poeta Vinícius de Moraes:

Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A CAIXA DE PANDORA

 






Certo dia durante uma das aulas no curso de graduação em Psicologia uma professora disse que  os psicólogos são treinados para fazer uma leitura do outro.

Pensando nessas palavras pude perceber quão bela e quão solitária pode ser a profissão de psicólogo, apesar de ainda não formada e por esse motivo não me possa intitular psicóloga minha identificação e engajamento no mundo da psicologia são de tal ordem que, embora não sendo, já me sinto como se fosse. Portanto, tomo a ousadia de fazer alguns desabafos fantasiados de reflexões.

A maior preocupação do psicólogo é o outro. Mais que a saúde, mais que o bolso seu compromisso é com o bem estar.

O psicólogo sabe da importância das palavras proferidas, dos olhares lançados das mãos estendidas ou recolhidas.

É como se os demais seres humanos fossem meio transparentes e nós pudéssemos ver as suas angústias, medos e as dores que carregam. Às vezes chegamos a compreender melhor o que se passa do que aquele que está vivendo a situação. Como se nós tivéssemos estado presente no momento exato da abertura da caixa de pandora, presenciando o nascimento das dores humanas e tivéssemos sido responsáveis pela atitude de fechar novamente a caixa de modo que nos somos como que guardiões do seu último conteúdo: a esperança. Sim, é isso. O psicólogo oferece mais que uma solução. Oferece o apoio, o acolhimento, pois sabe que sofrer é inevitável, mas que sem a esperança é quase impossível continuar, muitas vezes somos nós a luz no fim do túnel.

Esse ser o Psicólogo, embora acolhedor, ironicamente não pode acolher a si mesmo. Para que nos sintamos acolhidos, protegidos e amparados é preciso que se veja no outro algo em que se confie que se admire que nos ofereça abrigo.

Mas ao psicólogo é negado esse direito, pois sendo o outro objeto da ciência do psicólogo este outro se apresenta de igual forma aos demais transparente. O psicólogo tem a chave para abrir o baú dos seus medos, suas fraquezas e até, de vez em quando, suas mentiras.

Não é a toa que se diz que o amor é cego. Para que se permaneça nessa condição apaixonado é mister que não se tenha acesso às humanidades do ser amando e que, outrossim, ele permaneça idealizado, irretocável em seu pedestal.

Diante disso me pergunto: Haverá de fato algum psicólogo apaixonado?

Reafirmo a beleza que encontrei na psicologia, mas sinto as cobranças conseqüentes das cortinas que abri sobre os meus olhos para que me fosse possível compreender e confortar os futuros meus clientes.

Talvez, o que ainda reste seja o amor puro e quase incondicional, pois, ainda que vendo sem a máscara o ser amado esse ainda permanece amado.

Contudo, tal fato não se torna menos doloroso, pois, esse tipo de amor é quase abnegado. Porque amar aquilo que sabemos que nos fará sofrer é quase uma atitude masoquista. E ainda tem a pior parte, quando se é psicólogo adquire-se um respeito tal pela limitação do outro que já não se pode fazer cobranças, somos imbuídos de uma paciência e tolerância quase divinas. Embora doa, simplesmente sabemos que as pessoas só dão o que podem.

Sinto-me muitas vezes como que pairando sobre os demais, acometida por uma certa angústia como que querendo abrir mão de tudo e resgatar a minha humanidade, todo meu egocentrismo de acreditar que todos podem ser e agir como eu espero que sejam e ajam.

Acho que é bem como disse Nietzsche “a angústia é o preço da verdade”, a verdade que estava contida dentro da caixa de pandora.


















segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Grandes mistérios, pequenas verdades...


A vida nem sempre se revela naquilo que se vê, muitas vezes a compreendemos através do que não se vê, do que apenas se sente, através daquilo que a gente apenas supõe existir.

domingo, 10 de janeiro de 2010

uma paródia de poesia para uma paródia de um sentimento...




De repente do riso revelou-se a verdade
Silenciosa e branca como a bruma
E das bocas não mais unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas não se via nenhum espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que nos olhos deixou a última chama
mas que a paixão levou sem ressentimento
E o momento imóvel se fez sem nenhum drama.

De repente, talvez nem tão de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo aquele que sempre foi distante
Lembrando que a vida não passa de uma aventura errante
De repente, mas talvez não tão de repente...