quinta-feira, 27 de maio de 2010

Amigos antigos..




Amigos, pessoas que passam pela nossa história, que nos acompanham nos dias de luta e nos dias de glória.


Vejo hoje fotos de amigos antigos, hoje doutores cheios de pompa e títulos e relembro dos tempos em que fomos somente amigos.

As aulas, as festas, as paqueras e pequenas rixas... Hoje tudo perdido no tempo e hoje é um tempo que só cabe a doutores.

Vejo hoje fotos de amigos antigos, que hoje só pose, talvez só artigos e relembro dos tempos em que fomos amigos...

As confidências, os temores comuns, nossas descobertas, nossos pactos, nossas esperanças tudo em um tempo em que éramos apenas amigos. Pessoas comuns, éramos iguais, uma só voz, uma mesma esperança, o mesmo sonho de irmos além....

Hoje, contudo, caminhos tão distintos distribuíram-se por nós. Nos perdemos. Ninguém sabe como, ninguém sabe quando. Os iguais tornaram-se distintos, os valores não mais são os mesmos e os amigos, tampouco, serão...

Estranho, hoje, a foto que vejo, daquela amizade que tão longe se vai, perdida no tempo de distintos caminhos que cada um de nós de repente escolheu. Me pego pensando o que mais foi perdido, o que mais, além dos amigos, o tal tempo tolheu?

A dinâmica do existir


Em verdade sou o que sou. Sou do jeito que me vês. Um pouco de mim e um pouco daquilo que queres que eu seja, me construo das incertezas do futuro que vem a diante


Basta-me, apenas, dizer “doravante” e neste mesmo instante me transformo naquilo que serei amanhã, que pode ou não trazer algo daquilo que sou hoje.

Sou como um rio que passa, que a priori parece ser sempre o mesmo rio, mas que assim jamais o será. A água que hoje corre amanhã não correrá... Da mesma forma me acredito como este mesmo rio que corre, escorre e percorre os caminhos do destino.

Hoje sou aquilo que por definição chamo de eu, mas os fulcros de minhas certezas se constroem sobre as incertezas da volatilidade dos momentos, efemeridade dos sentimentos e brevidade das experiências.

Sou parte daquilo que vivo, daquilo que sinto e daquilo que penso que sou

E quando este mundo se encontrar privado da minha presença, seja eu a mesma sentença a exigir a recompensa da lembrança do que fui, pois, enquanto houver uma só memória que guarde uma lembrança minha, por essa memória continuarei existindo e me reconstruindo dos sonhos que semeei na história dessa mesma memória que me guarda e que me tem.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O PACTO



Entre suor,saliva e amor te dei meu sangue, a mais pura essência daquilo que sou: Ser humano, corpo, mente, mulher.
Te permito entrar em mim através desse pacto que nasce como eterno e encaminha-se à finitude em uma marcha lenta e incessante...
E assim te sinto agora correr em minhas veias, e assim te sinto  como que integrado a meu corpo, e assim te fazes presente ainda que ausente. 
A cada batida do meu coração revigora-se a vida em meu ser, a cada batida do meu coração também tu circula em mim, também tu alimenta meu corpo, também tu me enche de vida me fazendo dizer: Volta, preciso-te