domingo, 10 de janeiro de 2010

uma paródia de poesia para uma paródia de um sentimento...




De repente do riso revelou-se a verdade
Silenciosa e branca como a bruma
E das bocas não mais unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas não se via nenhum espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que nos olhos deixou a última chama
mas que a paixão levou sem ressentimento
E o momento imóvel se fez sem nenhum drama.

De repente, talvez nem tão de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo aquele que sempre foi distante
Lembrando que a vida não passa de uma aventura errante
De repente, mas talvez não tão de repente...

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