domingo, 10 de outubro de 2010

copiosamente...


Que choro é esse que me lava o rosto, que choro tão molhado, tão sofrido, tão profundo que brota de mim sem eu saber por quê?   
Em nome de quem ele se apresenta, a convite de quem ele aparece?
Será que ando tão afogada em mim mesma que estou transbordando?
Cheia de mim, cansada de mim, precisando de uma folga de mim. Mas como me esconder de mim mesma?  
Como não encontro refúgio, refugo a minha própria dor, acho que esse choro é minha alma escorrendo de mim, escapando da chatice, mesmice que há dentro de mim, ou fugindo das  insanidades da minha mente exageradamente pensante, ou ainda do vazio que ecoa no meu coração porque nem mesmo as almas suportam a dor louca da solidão.      

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