Estamos velhos, chegamos àquela idade que a gente pensava em ter quando dizia “ quando eu crescer eu vou ser...”. Crescemos, enfim chegamos a essa idade em que se é grande, mas quão grande não é nossa surpresa de ver ainda ao nosso lado alguns mesmos medos infantis, quão surpreendente não é perceber que somos depois de crescer muito diferentes do que pensávamos que seríamos quando fossemos grandes. Quão surpreendente não é perceber que a busca em ser grande é contínua e infinita.
Aqui chegamos, somos grandes e ainda, talvez nos vemos pequenos, e, mesmo assim sendo, agora temos que parecer sermos mesmo os grandes que diríamos que seríamos para acalentar os olhinhos admirados dos filhos, que agora são nossos filhos embora nós ainda precisemos tanto ser filhos, embora nós ainda queiramos tanto a cama da mamãe, e o conforto daquela cálida xícara de leite quente nas noites frias, aquelas que só as mães sabem fazer, aquelas que aquecem a nossa alma, que confortam o coração.
Estamos velhos, adultos responsáveis, grandes, lutando para nunca nos sentirmos tão grandes a ponto de achar que não nos cabe mais os sonhos, que não nos cabem mais os medos, que não nos cabem mais os ideais, que não nos cabe mais a infância. Quando eu crescer eu vou ser ainda bem pequenino....
patch_adams_1.jpg)

Nenhum comentário:
Postar um comentário